Ensino

INFANTIL
infantil

Uma proposta de trabalho para a Educação Infantil deve encorajar a exploração de uma grande variedade de ideias relacionadas aos caminhos de trabalho:

Identidade, Autonomia, Linguagem, Matemática, Artes Visuais, Música, Movimento, Natureza e Sociedade, tendo como referência os diferentes contextos do mundo real, as experiências e a linguagem natural da criança. É preciso considerar que, quando a criança chega à escola, ela possui uma percepção confusa da realidade, ou seja, seu saber é sincrético, desarticulado, incoerente e fragmentado, mas expressa o seu nível de conhecimento real, isto é, aquilo que já domina no momento, o qual é acrescido da sua curiosidade nata. Assim, desenvolver a autonomia, a identidade, a memória, a atenção, a percepção e a imaginação é a proposta básica para as crianças de hoje, ou seja, a intenção é que, desde muito cedo, a criança explore o que está a sua volta, incentivando-a a ter diferentes percepções sobre tudo que vê, toca, experimenta e manipula. O processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna, pois consiste em estabelecer relações entre o que ela já sabe e aquilo que é novo. Portanto, é nossa responsabilidade criar condições para o desenvolvimento integral da criança na Educação Infantil, proporcionando situações para o desenvolvimento físico, afetivo, cognitivo, estético e ético, assim como o desenvolvimento das relações inter e intrapessoal. Para isso, é necessário considerar as habilidades, os interesses e as diferentes maneiras de aprender de cada criança. A função da escola de Educação Infantil é criar situações de aprendizagem que possibilitem às crianças a apropriação do conhecimento necessário para a compreensão do mundo em que vivem. Para isso, é preciso que vivenciem as mais diversas situações, que estão presentes no seu cotidiano, no espaço escolar.

FUNDAMENTAL

fundamental

Trabalhamos com a proposta sociointeracionista de Vygotsky que coloca o professor como aquele que, detendo mais experiência, intervém e medeia a relação do aluno com os saberes socialmente construídos

Ele está sempre, em seu esforço pedagógico, procurando criar novas Zonas de Desenvolvimento Proximal, isto é, atuando como elemento de intervenção, de ajuda. Na ZDP, o professor atua de forma explícita, interferindo no desenvolvimento dos alunos, provocando avanços que não ocorreriam espontaneamente. Neste sentido, a teoria do desenvolvimento interativo resgata a importância da escola e do papel do professor como agentes nos processos de ensino e de aprendizagem. Por isso, sentido que as idéias de Vygotsky aplicadas à Educação em contexto escolar constituem-se em uma abordagem da transmissão cultural, tanto quanto do desenvolvimento do sujeito. Nesta proposta de trabalho, o professor não apenas transmite informações, mas estabelece uma relação de troca com o aluno. Para isso, é necessário que ele se aproxime desse aluno, ouça-o, valorize-o e acredite nele a fim de estabelecer uma relação afetiva que favoreça a interação de mediação na construção de conhecimentos pelo aluno. Quando o aluno percebe que o ambiente da sala de aula lhe proporciona abertura para expressar-se, ele segue mais confiante. As relações afetivas fazem parte do crescimento deste aprendente, pois os saberes socialmente construídos são transmitidos por meio das interações que acontecem em um ambiente propício a isso. Esse envolvimento despertará no estudante o desejo de apropriar-se dos saberes, construindo significativamente seu conhecimento. Desta forma o relacionamento entre o professor e o aluno vai além da proposição e da aprendizagem de conceitos apresentados em sala de aula. Em sua missão de educador está atrelada a tarefa de elaborar procedimentos para construir significados e contribuir para o conhecimento de mundo do educando. A participação do professor como mediador do processo da aprendizagem é a de auxiliar na sistematização final dos conceitos construídos pelos alunos.